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Comportamento destrutivo dos cães

Date: novembro 12, 2015 Author: rhassil Category: Sem categoria

Se você é tutor de um ou mais cachorros, provavelmente tem na ponta da língua a resposta para a pergunta “qual a maior bagunça que o pet já aprontou?”, afinal, deve ter passado pela situação de chegarem casa e encontrar o combo: itens destruídos + cara de “não fui eu” do pet. Sapatos, móveis, almofadas, sofás, lixo – parece que nada escapa ao “poder” destruidor dos cães (especialmente quando não tem ninguém olhando!). “Os objetos que podem ser rasgados e triturados são muito atrativos, pois ativam o instinto de predador. Já os pertences dos donos possuem o cheiro reconfortante daqueles que os protegem e cuidam”, acrescenta o especialista emcomportamento canino Daniel Brandello, médico veterinário da clínica Vet Care (RJ).

A boa notícia é que existem itens e atividades muito mais atrativos aos peludos do que os nossos bens pessoais ou os da casa – e cabe a você, tutor, oferecê-los para desviar a atenção do mascote, a fim de que ele aprenda a reconhecer os limites até mesmo na sua ausência. “É preciso que o cão tenha um líder para mostrar o certo e o errado dentro do lar. Um erro de comportamento pode levar a novos se não for corrigido no início”, alerta Brandello. E, para uma correção eficaz, primeiro é necessário descobrir a verdadeira causa do problema.

PERIGO DO TÉDIO E ANSIEDADE

De acordo com o especialista veterinário Daniel Brandello, os donos precisam trabalhar com eficácia as necessidades energéticas diárias (e individuais) do peludo – o que deve ser feito incluindo passeios, brincadeiras e outros diferentes estímulos na rotina. “Quando isso não ocorre, a energia acumulada pode ser direcionada para ansiedade e estresse, gerando vários problemas de comportamento. A falta de atenção e carência também pode ser responsável, já que, por conta disso, o animal passa a buscar novas circunstâncias dentro do lar. ”Não à toa, os momentos em que o cachorro fica sozinho estão entre os mais comuns para manifestar destruição. “Os animais que passam muitas horas sem os donos se tornam ansiosos e precisam de alternativas para gastar o tempo – ou terminam por destruir a casa mesmo. Isso pode desenvolver a chamada Síndrome da Ansiedade da Separação”, afirma a médica veterinária Ana Catarina Viana Valle, proprietária da clínica Natural Pet, de Brasília (DF).

O distúrbio, caracterizado ainda por tremores e excesso de lambedura e latidos, costuma acometer pets pouco estimulados. Para reverter o problema, um dos principais aliados éo famoso enriquecimento ambiental. Isso significa incluir itens no ambiente que trabalhem com os instintos do mascote (muitos desses objetos servem exatamente para serem destruídos!). “Os brinquedos ligados à alimentação são os prediletos, pois possibilitam a interação do cachorro com a conquista do alimento”, ilustra o especialista Daniel Brandello.

A CAUSA PODE SER GULA!

Agora se os estragos estiverem mais direcionados ao lixo e à terra, pode ser sinal de carência de nutrientes na alimentação. “Já foram relacionados à destruição problemas de boca e doenças periodontais, verminoses e deficiências nutricionais, normalmente em casos de alimentação com ração de baixa qualidade”, aponta Brandello. Por isso, se mesmo com o aumento de estímulos e descarte correto do lixo o mascote insistir no mau hábito, leve-o ao veterinário, porque a saúde dele pode não estar bem.

ATENÇÃO PARA O PET

Além de aumentar os estímulos com produtos certos, quando você estiver em casa é preciso não descuidar da atenção ao peludo, principalmentes e acontecer alguma novidade na rotina da família. “Os animais são muito sensitivos a mudanças do lar”, ressalta o veterinário. Se eles sentirem que de alguma forma foram deixados de lado, o resultado pode ser a destruição de pertences dos tutores.

“O cão sente algo como frustração por não receber a mesma atenção que tinha anteriormente, o que o leva abuscar mecanismos para reconquistar o que foi perdido.” Isso explica o aparecimento do comportamento na chegada ou saída de membros da família, inclusive os de quatro patas. No caso de um novato, o dono deve promover interação entre ele e o peludo.

PARA POUPAR OS MÓVEIS

Entre os campeões de estragos estão os filhotes. E os móveis feitos de madeira geralmente são suas “vítimas”. “Roê-los traz alívio de dores e coceiras nas gengivas, provocadas pelo nascimento dos dentes de leite e, um tempo depois, dos dentes permanentes. Durante essa fase, o cachorro vai procurar alguma coisa para se aliviar”, afirma o adestrador Gustavo Campelo, da Cão Ideal (SP). Para evitar que o pequeno peludo busque conforto (e destrua) onde não deve, ofereça a ele alguns brinquedos e mordedores. Quanto ao material, é preciso testar a preferência do seu amigão, como sugere o médico veterinário Daniel Brandello: “É particular de cada animal o que ele mais gosta de morder e roer.” O especialista aponta que há os que preferem ossos de couro, outros optam por bolas de plástico ou então objetos mais macios, como a pelúcia. O ideal é ter uma variedade de materiais para poder descobrir o preferido dele. Outra dica interessante é a aplicação de repelentes específicos à venda em pet shops, que, pelo odor ruim e gosto amargo, mantêm o peludo longe.

REFORÇO POSITIVO TEM HORA

Para passar ensinamentos ao pet, devemos nos lembrar de recompensá-lo todas as vezes que ele fizer o que queremos. E o erro que leva a comportamentos ruins muitas vezes está exatamente aí: os donos, sem perceber, recompensam quando não devem. “Algumas posturas equivocadas estimulam o comportamento destrutivo, como dar atenção ao cão ou tentar chamá-lo para passear na tentativa de distraí-lo quando ele estiver mordendo algo que não deve. Essas atitudes confirmam para o animal que morder ali pode ser muito recompensador”, exemplifica Campelo. “O grande segredo é fazerde tudo para que episódios assim não aconteçam. Porém, caso o pet seja pego no flagra, olhar firme para ele e dizer uma palavra de punição ajuda. Quando o cão parar, ofereça algo que ele possa realmente morder”, ensina.

Vale lembrar que a regra de ouros e aplica apenas ao pegar o peludo realmente em flagrante. “Não adianta nada chegar em casa após o dia de trabalho e brigar por um chinelo roído no meio da tarde, pois o animal vai ficar abatido com a situação, mas não associará diretamente ao chinelo, o que pode até piorar o quadro de ansiedade e destruição”, finaliza o veterinário Daniel Brandello.

Fonte: http://revistameupet.com.br/comportamento/comportamento-destrutivo-dos-caes/2860/

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